Categoria: Ocupa

  • Urgente: Água

    Temos um problema permanente na Acampada que é a questão da água.
    Assim, convidamos todos os engenheiros, permacultores, arquitetos, construtores, gambiarreiros profissionais e outros peritos no assunto para bolar um sisteminha campeão pra gente garantir água limpa e em abundância pra todo mundo.

    Lembrando que precisamos de AJUDA PRÁTICA, sugestões apenas não serão suficientes já que temos poucos recursos físicos e humanos especializados pra fazer essas coisas.

    Mais informações escreve pra gente: 15osp@riseup.net

  • Necessidades Urgentes da #AcampaSampa

    Precisamos com urgência de MESAS, CADEIRAS, TÁBUAS, PRANCHAS DE MADEIRA, CAVALETES e outros materias para fazer algumas estruturas na Acampada. Pedimos a todos que tem alguns desses materiais para nos ajudar nesse momento importante de restruturação da Acampada. Estamos embaixo do Viaduto do Chá, ao lado da prefeitura, e estaremos recebendo essas doações 24h por dia.

  • CARTA DE SOLIDARIEDADE DA ACAMPADA QUITO

    O movimento indignado é APARTIDÁRIO, PACIFISTA E ASSEMBLEÁRIO;
    não admite líderes, símbolos ou bandeiras que não sejam as do próprio movimento, pela firme crença de que esses elementos atomizam a força do povo.

    Queridos e queridas companheiras indignadas,

    Por muitos meses temos mostrado nossa indignação diante da maneira como o mundo está sendo gerenciado por políticos e banqueiros. Por muitas décadas, senão séculos, temos nos submetido a esse sistema; e muitos são os tipos de pessoas que, por fim, se uniram agora para exigir uma democracia real já.

    A força de nosso movimento consiste em somar, e só podemos somar quando estamos todos e todas incluídos. É claro que cada um de nós tem sua própria ideia de para onde ir e como exigir isso, mas também é claro que, fazendo exigências individuais ou partidárias, perdemos a força do coletivo — que é enfim a nossa força, a força que eles temem.

    O objetivo do movimento é apartidário porque buscamos a refundação do sistema democrático para torná-lo real, e portanto queremos mudar o sistema e não estamos nem a favor nem contra nenhum partido político. Como um barco encalhado na praia, não adianta discutir que direção queremos que o sistema tome se ele está encalhado: o que é preciso fazer é lançá-lo para navegar.

    Daqui da Acampada Quito, incentivamos todos os grupos de indignados e indigadas que têm dúvidas sobre os passos a seguir para que reflitam sobre o que os une, e não sobre o que os separa.

    Incentivamos vocês a seguirem desfrutando do poder das assembleias e do fruto de seus consensos. E, sobretudo, incentivamos vocês para que se recusem a repetir os erros desta “democracia” baseada na representação. Já está provado o fracasso da democracia dos partidos; deixemos espaço agora a outras formas de democracia. Sejamos criativos!

    Esta mudança global é liderada por você. Não deixe que ninguém te represente.

    Acampada Quito

    -=-=-=-=-

    [MENSAGEM ORIGINAL EM CASTELHANO]

    El movimiento indignado, es APARTIDISTA, PACIFISTA Y ASAMBLEARIO, no admite líderes, símbolos o banderas que no sean las del propio movimiento, por la firme creencia de que éstos elementos son los atomizadores de la fuerza del pueblo.

    Queridxs compañerxs indignadoxs,

    Varios son los meses que venimos mostrando nuestra indignación por cómo el mundo se está manejando entre políticos y banqueros. Varios han sido las décadas, sino centenarios, que venimos sufriéndo ese sistema; y varios son los tipos de personas que nos unimos por fin ahora para exigir una democracia real ya.

    La fuerza de nuestro movimiento se basa en sumar, y sólo po demos sumar cuando estamos todos y todas incluidos. Cierto es que cada uno de nosotros/as tiene su propia idea de hacia donde dirigirse y de cómo exigirlo, pero cierto es también que haciendo una exigencia individual o partidista perdemos la fuerza del colectivo, que es al fin y al cabo, la nuestra, la que ellos temen. El objetivo del movimiento es apartidista porque buscamos la reforma del sistema democratico para hacerlo real y por tanto queremos cambiar el sistema y no estamos ni a favor ni en contra de ningun partido político. Al igual que un barco varado en la playa, da igual discutir que dirección queremos que el sistema tome si está varado y que lo que hay que hacer es ponerlo a navegar.

    Desde AcampadaQuito animamos a todos aquellos grupos de indignadxs que tienen dudas sobre los pasos a seguir que reflexionen en lo que les une y no los que les separa.

    Animamos a que sigan disfrutando del poder de las asambleas y del fruto d e sus consensos. Y sobretodo, animamos a que se resistan a repetir los errores de esta “democracia” basada en la representación.Ya se ha probado el fracaso de la democracia de los partidos, dejemos espacio ahora a otras formas de democracia. Seamos creativos !

    Este cambio global lo lideras tú. No dejes que nadie te represente.”

    AcampadaQuito

  • Artigo – John Holloway

    Esta marcha está desafiando o domínio do dinheiro

    Estes são dias de ira. Ira no mundo árabe, é claro, mas também nas ruas de Atenas, Dublin, Roma, Paris, Madri, e agora uma alta e clamorosa ira nas ruas de Londres.

    Uma era de crise é uma era de esperanças frustradas, de vida frustrada. Queremos ir à universidade, mas é muito caro. Precisamos de cuidados médicos de qualidade, mas não podemos pagar por eles. Precisamos de casas e vemos casas que estão vazias, mas elas não são para nós. Ou, para as milhões de pessoas famintas: queremos comer, vemos que há muita comida para todos, mas há algo entre nós e a comida — dinheiro, ou a falta dele.

    Então nos iramos. Ficamos ainda mais irados pelo fato de não sabermos o que fazer com nossa ira, e como usa-la para fazer um mundo diferente.

    [Continue lendo…]

  • PMs no Anhangabaú

    Neste momento, cerca de três mil policiais militares estão realizando sua formatura aqui do nosso lado, no largo do Anhangabú.

    Para o evento, nosso acampamento foi cercado por grades de ferro, mas nós não nos calamos. Demos um alto e claro “Não nos representa” de presente ao governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que obviamente está presente para prestigiar a sua tão bem treinada polícia, que atuará discriminando a população mais pobre e garantindo que os mais ricos e poderosos continuem deitados em berço esplêndido.

    Também levantamos vários cartazes, como pela abertura dos arquivos da ditadura militar e lembrando aos policiais de que eles também fazem parte dos 99%.

    Algumas fotos:

     

     

     

     

    Mais fotos em:
    http://www.flickr.com/photos/janelinha/sets/72157628022145740/
    http://www.facebook.com/media/set/?set=a.111358512309005.16158.100003045700125&type=3

  • Lista de necessidades atualizada

    Nós do ocupa sampa gostaríamos de agradecer a todos e todas que doaram alimentos ou objetos ao acampamento.
    Desde sabádo, dia 15 de outubro, recebemos muitas pessoas dispostas a doarem seu tempo ou algumas coisas que não lhe farão falta ao acampamento e para nós isso demonstra a importância de nossas bandeiras e a urgência de se construir a democracia real no Brasil.

    Se você está a fim de doar alguma coisa, dê uma olhada na nossa lista de necessidades, e não pense duas vezes antes de vir aqui embaixo do Viaduto do Chá, conversar, debater, nos conhecer e curtir um som. Construindo coletivamente o Acampa Sampa. Lembrando que não recebemos doações em dinheiro — este é um príncipio de nosso movimento.

    Doações são sempre bem vindas. Traga algo, aproveite para trocar umas ideias e esclarecer dúvidas, com certeza você tem motivos de sobra para ir e ficar. Aqui nós temos voz!

    Lista de algumas coisas que estamos precisando:

    Última atualização: 29/10 22:00

    Dúvidas ligar para 11 4114-0525

    GERAL

    – traga suas camisetas neste domingo para estampá-la! :)
    – bambu
    – barbantes
    – barracas, cobertores e isolantes térmicos para camping
    – cartolinas
    – extensões e benjamins (T)
    – fitas adesivas largas
    – livros, revistas etc. (para a biblioteca)
    – lata de lixo
    – lona preta
    – roupas, meias, calçados, roupas íntimas
    – walkie-talkie – rádio
    – tinta para pintura
    – tinta spray (preto, de preferência)
    – pilhas AA
    – pilha alcalina  D  (muitas – para megafones)
    – grampeador de pressão (pode ser emprestado)

    COZINHA / ALIMENTAÇÃO

    – açúcar
    – botijão de gás, mangueira e válvula
    – leite
    pão URGENTE
    – achocolatado em pó
    – água mineral (galão de 20 litros) URGENTE
    – armário fechado para a dispensa
    – batata
    – bolachas
    – caixa plástica grande
    – colher de pau
    – detergente
    – enlatados (milho, ervilha, etc)
    – esponja de aço
    – facas boas para cozinha
    – feijão
    – fogão industrial 2 bocas
    – frutas URGENTE
    – verduras
    – legumes (beringela, abobrinha e abóbora — são mais fáceis de cozinhar por aqui)
    – hortaliças
    – ovos
    – liquidificador
    – manteiga / margarina URGENTE
    – massa de bolo
    – molho de Tomate
    – óleo URGENTE
    – panela de pressão
    – pano de prato
    – saco de lixo
    – temperos
    – vinagre URGENTE
    – farinha de trigo

    Não precisamos nesse fim de semana de batata e cebola (recebemos uma grande doação)

    Obs.: Não trazer carne. (difícil conservação)

    FARMÁCIA / MEDICAMENTOS

    – anti-inflamatório
    – curativos (band-aid)
    – escovas de dentes
    – luva médica
    – pasta de dente
    – sabonetes, xampus, etc
    – relaxante muscular
    – remédio para gripe
    – vitamina C

    MÍDIA

    – HD externo URGENTE!
    – internet 3g URGENTE!
    – cabo p10 para microfone
    – computador com entrada fire wire
    – data show
    – microfone

  • Coluna Do Leitor – Sobre A Ocupação Do Anhangabaú

    Em 15 de outubro de 2011, atendendo ao chamado global de mobilização puxado por indignados de todo o mundo, me uni ao que na época era um pequeno grupo que ocupou o vale do Anhangabaú em São Paulo, mais precisamente a área em baixo do viaduto do chá. Estamos acampados a mais de 10 dias e não somos mais tão poucos. Somos muitos e muito plurais. Somos punks, índios, anons, moradores de rua, estudantes, trabalhadores, professores, permacultores e muito mais do que isso.

    [youtube]t-swiZ6XqtU[/youtube]

    Nosso movimento tem sido visto com certa desconfiança, pois não nos enquadramos direito em antigos padrões da esquerda. Tal desconfiança se traduz na nossa proposital dificuldade em responder certas perguntas como: “por que nos unimos?”, “por que aqui e agora?” e “aonde pretendemos chegar?”. Neste texto não pretendo responder a tais perguntas, mas arriscar uma explicação de porque temos tanta dificuldade em respondê-las.

    Não custa mais uma vez repetir que este texto corresponde à minha visão como alguém que vivenciou a acampada, conversou e aprendeu com diversos outros tantos acampados por mais de uma semana, mas que de maneira nenhuma pretende representar a opinião destes.

    Nosso movimento é bastante plural e, apesar de termos um manifesto consensuado, nossas pautas são muito amplas e difusas para servir de explicação sobre os principais motivos de porque nos unimos. Isso é muitas vezes colocado em forma de crítica: como um movimento pode sobreviver se não tem pautas firmes comuns? Ao meu ver o motivo real que nos une nos fornece uma excelente pista para responder a essa pergunta.

    Compreendo que o que nos une, não só nós em São Paulo, mas também no movimento em Wall street, em Madri e em diversos outros pelo mundo, é uma insatisfação com a estrutura da representação política. Assim, me parece que nossa dificuldade em elaborar reivindicações claras é consistente com nossa principal bandeira “democracia real/direta”. Não estamos firmes em nossas reivindicações porque no fundo sabemos que não é uma questão de reivindicar (pra quem reivindicamos se esses não nos representam?), mas de construir todo um novo sistema. Dessa forma, é muito mais consistente que nossas pautas sejam construídas e reconstruídas constante e coletivamente. Isso não significa, porém, que não estamos firmes em certos princípios. Nos enxergamos claramente como um grupo anti-capitalista, apartidário, não-violento, cujas decisões são tomadas de forma dialógica por consenso e que busca a democracia real/direta.

    A segunda pergunta também costuma chegar em tom de crítica: não há crise no Brasil agora, logo não há contexto e, portanto, o movimento não deverá durar. Primeiro, não é verdade que não há contexto, o movimento se insere tanto em um contexto internacional de lutas (Espanha, Grécia, Egito, Nova Iorque etc.) como em um contexto local (diversas marchas contra o aumento da tarifa de ônibus, marcha da maconha, marcha da liberdade etc.). Em relação a não estarmos em crise, compreendo que isso é mais uma benção do que uma maldição. A maioria dos movimentos de esquerda até hoje tenderam a ser reativos, ou seja, uma resposta a algum tipo de crise. O fato de nosso movimento não ser reativo, mas construtivo, o abre para uma infinidade de novas possibilidades. Um movimento construtivo não precisa ter pressa para dar respostas. Um movimento construtivo não é necessariamente pautado por um determinado contexto que uma vez mudado dita o fim do movimento. Um movimento construtivo é livre para seguir seu próprio rumo em seu próprio tempo. “Ele não tem limites, não começou aqui e agora e vai terminar ali e mais tarde. É exatamente o que não se constitui nem tem contornos e, assim, incomoda e agride o poder constituído. Ele não tem um dentro, um o que somos e o que queremos. O movimento já está fora, já nasceu como um fora. Ele é a própria membrana entre dentro e fora.”

    Algumas vezes somos confundidos com movimentos direitistas contra a corrupção. Evidentemente que somos contra corrupção, mas esse tema nem surge em nossos manifestos ou meios de divulgação. Quando gritamos “Não nos representam!” não é que um ou outro político não nos representa, mas que o sistema político não é capaz de nos representar. Soma-se a isso a compreensão de que a corrupção é inerente ao sistema capitalista, ela é apenas uma face do capitalismo mais frequente em países periféricos. Dessa forma, a luta contra a corrupção entra somente como efeito colateral daquilo pelo que lutamos.

    De forma alguma acredito que buscamos solucionar questões pontuais do capitalismo. Muito pelo contrário. Brandamos por democracia direta/real. Nossa concepção de democracia direta, apesar de difusa, certamente não é reformista. Buscamos uma mudança profunda na forma de representação política e temos consciência de que isso é impossível dentro do sistema vigente. Neste sentido, compreendo tal movimento construtivo como muito mais radical do que qualquer movimento pautado em determinada crise pontual.

    Por fim, não acredito que precisamos ter um objetivo fixo, pois este está sendo construído no próprio movimento. Esse é um excelente indício de que estamos indo na direção do que quer que compreendemos por democracia real. A partir do momento em que nos tornarmos previsíveis seremos presas fáceis frente ao sistema.

    Há quem diga que somos lunáticos lutando contra tudo e contra todos. Acho mais honesto dizer que lutamos contra tudo e, se não com todos, com 99%. Estamos decretando o fim do fim da história. Estamos fabricando tinta vermelha.

    [youtube]CyVxefKNx3E[/youtube]—-

    Marcio Moretto Ribeiro (@marciomoretto) é doutor em ciências da computação pela USP, pós-doutorando em lógica pela Unicamp e indigesto por parentesco. Esteve acampado durante os últimos dias no Vale do Anhangabaú (@AcampaSampa) e compartilha aqui suas primeiras considerações.

    Publicado em: http://www.misturaindigesta.com.br/2011/10/coluna-do-leitor-sobre-ocupacao-do.html

  • Lista de necessidades atualizada

    + gasolina (para gerador) urgente!
    + escova de dentes
    + tinta para silk screen

    Lista completa

  • Câmara dos Veredores discutirá abusos cometidos pela GCM e PM contra Ocupa Sampa

    Hoje, dia 27 de outubro, às 13h30, na sala “Sérgio Vieira de Mello”, no 1º subsolo, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Vereadores discutirá o ofício do CONDEPE (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) denunciando abusos e excessos cometidos contra integrantes do movimento “Ocupa Sampa” pela Guarda Civil e pela Polícia Militar.

    CONVIDAMOS TODXS A COMPARECER À DISCUSSÃO PARA PAUTAR ADEQUADAMENTE A COMISSÃO.

    A Câmara fica no Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista.