Categoria: Ocupa

  • "O transbordo do copo de cólera" [Entrevista Michael Löwy]

    Em última análise, o objeto de indignação é o poder exorbitante do capital mostrando a sua irracionalidade e desumanidade. Muitas vezes, isso é formulado explicitamente nesses termos. Outras, não. Mas a questão está subjacente em todos os protestos recentes. Nós, sociólogos, precisamos tentar entender por que isso não começou mais cedo. Porque as razões para a indignação já existiam. Pelo jeito, foi necessário uma acumulação de descontentamento e um sentimento de que não é mais possível tolerar tal situação.

    Leia a íntegra: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-transbordo-do-copo-de-colera,798151,0.htm

  • "Você não me quer como aluno da USP" (Artigo)

    Não sou “vagabundo”, não fumo maconha no campus. Mas você não me quer como aluno da USP. Fazendo o que eu faço atualmente, estou simplesmente colocando seu precioso dinheiro no bolso. Com o conhecimento que adquiro nas salas de aula, faço uso somente em meu benefício, pois consigo um emprego melhor, um bônus melhor no final do ano, mais lucro para meu empregador. Mas ainda assim muitos acham que me querem como aluno da USP.

    Leia aqui: http://blog.filipesaraiva.info/?p=436

  • AcamPsi – Acampada na Faculdade de Psicologia da USP

    Desde a última quarta-feira, dia 09.11.11, o pessoal da Faculdade de Psicologia da USP montou um pequeno acampamento ao lado do prédio das salas de aula do curso. Está bem bonito e já iniciaram algumas aulas públicas, hoje vai ter uma delas com vários professores juntos. Incrível!

    Veja as fotos:

  • Nota pública dos presos políticos da USP

    Nota pública dos presos políticos da USP
    São Paulo, 08 de novembro de 2011 – 14h15

    Nós, estudantes da USP, que lutamos contra a polícia na universidade e pela retirada dos processos administrativos contra estudantes e trabalhadores, viemos por meio desta nota pública, denunciar a ação da tropa de choque e da polícia militar na madrugada do dia 8/11.
    Numa enorme demonstração de intransigência em meio ao período de negociação e na calada da noite, a reitoria foi responsável pela ação da tropa de choque da PM que militarizou a universidade numa repressão sem precedentes. Num operativo com 400 homens, cavalaria, helicópteros, carros especializados e fechamento do Portão 1 instalou-se um clima de terror, que lembrou os tempos mais sombrios da ditadura militar em nosso pais.
    Resistimos e nos obrigaram a entrar em salas escuras, agrediram estudantes, filmaram e fotografaram nossos rostos (homens sem farda nem identificação). Levaram todas as mulheres (24) para uma sala fechada, obrigando-as a sentarem no chão e ficarem rodeadas por policiais homens com cacetetes nas mãos. Levaram uma das estudantes para a sala ao lado, que gritou durante trinta minutos, levando-nos ao desespero ao ouvir gritos como o das torturas que ainda seguem impunes em nosso país. Tudo isso demonstra o verdadeiro caráter e o papel do convênio entre a USP e a polícia militar.
    A ditadura vive na USP. Tropa de choque, polícia militar, perseguições a estudantes e trabalhadores, demissão de dirigentes sindicais, espionagem contra ativistas e estudantes, repressão através de consultas psiquiátricas aos moradores do CRUSP (moradia estudantil).
    Nós, que estamos desde as 5h sob cárcere e controle dos policias, chamamos todos a se manifestarem contra a prisão de 73 estudantes e trabalhadores por lutarem com métodos legítimos por seus direitos.
    Responsabilizamos o reitor Joao Grandino Rodas, e toda a sua burocracia acadêmica e o governador do estado de SP Geraldo Alckmin, junto ao seu secretário de segurança pública, por toda a repressão dessa madrugada. Reafirmamos nossa luta contra a polícia, dentro e fora da universidade, que reprime a população pobre e trabalhadora todos os dias.

    Fora PM! Revogação do convênio! Retirada dos processos! Liberdade aos presos políticos!

  • Lista de Necessidades Atualizada!

    Atualizado em : 09/11/2011 as 15hrs e 30min

    COZINHA / ALIMENTAÇÃO

    – água mineral (galão de 20 litros) URGENTE
    – frutas URGENTE
    – verduras
    – legumes
    – hortaliças
    – alho
    – cebola
    – manteiga / margarina URGENTE
    óleo URGENTE
    pão URGENTE
    – vinagre URGENTE
    – açúcar
    – batata
    – gengibre
    – bolachas
    – polenta
    – café
    – molho de tomate
    – macarrão URGENTE
    – botijão de gás, mangueira e válvula
    – caixa plástica grande
    – detergente
    – enlatados (milho, ervilha, etc)
    – fogão industrial 2 bocas
    – leite
    – ovos
    – panela de pressão
    – pano de prato
    – saco de lixo
    – temperos
    – cloro (para higienização de verduras)
    – copos URGENTE
    – pratos URGENTE
    – talheres URGENTE
    – papel toalha/guardanapo
    – Tambor de plastico (100L ou mais)
    Obs.: Não trazer carne. (difícil conservação)

    Desde sabádo, dia 15 de outubro, recebemos muitas pessoas dispostas a doarem seu tempo ou algumas coisas que não lhe farão falta ao acampamento e para nós isso demonstra a importância de nossas bandeiras e a urgência de se construir a democracia real no Brasil.

    Se você está a fim de doar alguma coisa, dê uma olhada na nossa lista de necessidades, e não pense duas vezes antes de vir aqui embaixo do Viaduto do Chá, conversar, debater, nos conhecer e curtir um som. Construindo coletivamente o Acampa Sampa. Lembrando que não recebemos doações em dinheiro — este é um príncipio de nosso movimento.

    Doações são sempre bem vindas. Traga algo, aproveite para trocar umas ideias e esclarecer dúvidas, com certeza você tem motivos de sobra para ir e ficar. Aqui nós temos voz!

  • Uma aula de Crise (artigo sobre a operação de terror na #USP)

    A crise na Universidade de São Paulo acaba de ganhar certos ingredientes que podem transformá-la em uma grande dor de cabeça para o governador Geraldo Alckmin. A releitura dos fatos, conforme foram publicados pela imprensa paulista na última semana, dá uma idéia bem mais clara do problema do que o primeiro olhar sobre as reportagens, feito no calor do dia.

    Continue lendo aqui: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/uma_aula_de_crise

  • Relato de jornalista do Jornal do Campus sobre a operação de guerra na #USP

    A aluna de Comunicação Social Shayene Metri, redatora da publicação interna Jornal do Campus, revela a ação truculenta da Polícia Militar paulista e a cumplicidade de setores da mídia conservadora contra os manifestantes.

    http://correiodobrasil.com.br/estudante-presencia-truculencia-da-pm-paulista-na-desocupacao-de-reitoria-da-usp/325796/

  • Dia 6n

    Muito se fala sobre mudar o mundo… No entanto, dia bonito é aquele em que podemos ver as pessoas empenhadas nisso. Aconteceu no dia 6 de novembro. Dia marcado para reavaliarmos, rediscutirmos e repensarmos. Aconteceu. As pessoas foram acordando aos poucos, se agrupando em tarefas, discutindo os espaços, as estruturas, as placas, os cartazes, as tarefas. Acolhendo aos novos. Pegando o papel, os pregos e as vassouras. Logo antes de começar o show, foram buscar madeira e comida. Pularam, gritaram e cantaram. Depois sentaram para debater em várias rodas. Não era dia de se sentir cansado. Era dia de fazer democracia da maneira que uma democracia deveria ser. Era dia de nos sentirmos como em uma democracia.

    Algumas fotos do dia:

     

  • Relato de um acampado

    I o impossível é possível

    “O que vocês querem?” tem sido a pergunta mais repetida às pessoas que decidiram acampar sob o viaduto do Chá, desde 15 de outubro. Essa pergunta tem sua razão de ser em um mundo no qual manifestações e atos políticos têm objetivos claros e são endossados por uma massa coesa, com pensamentos bem formados acerca do tema e cujas idéias já todas foram anteriormente discutidas, geralmente por uma categoria de pessoas bem informadas, bastando para tais grupos a luta, ou a divulgação, de tais ideais. Desde 15 de outubro, o que vem acontecendo neste grupo de pessoas é o contrário. Existem algumas pautas, mas de maneira alguma o movimento se resume a elas. O que se pode afirmar com segurança é que se trata de pessoas descontentes com o modo atual de vida; indignados que foram às ruas, ao espaço público, e que demandam uma outra economia, uma outra política, uma outra sociabilidade.

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  • A “geração Seattle” e a “geração de acampantes”

    Escrito por Manolo, publicado no Passa Palavra
    http://passapalavra.info/?p=48007
    A análise do passado e do presente é imprescindível, e tem como objetivo
    não apenas saber do futuro, mas sabê-lo para, conhecendo suas
    tendências, agir imediatamente para que o indesejável não venha. Por Manolo
    
    "Com muita frequência, entre um período histórico e outro dez anos podem
    decerto ser tempo suficiente para revelar as contradições de um século
    inteiro. Portanto, às vezes temos que compreender que nossos
    julgamentos, nossa interpretação e mesmo nossas esperanças podem ter
    sido completamente equivocadas – equivocadas, e só."
    Marlon Brando, na pele do economic hitman inglês Willam Walker, no filme
    Queimada!, de Gillo Pontecorvo (1969)
    
    Com o recente movimento dos acampamentos, muitos da assim chamada
    “geração Seattle” voltaram não apenas a manifestar-se publicamente em
    defesa das mobilizações, mas a sentir-se novamente em casa nas ruas
    junto com outros mais novos que constroem espaços de militância nas
    praças e espaços públicos de todo o mundo.

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