Para entender Belo Monte
O histórico de mais de 30 anos de resistência ao projeto de aproveitamento hídrico na bacia do Rio Xingu está repleto de bons materiais produzidos por diferentes especialistas, jornalistas, pesquisadores universitários, cineastas, et cetera, para contribuir com o debate público sobre a obra em questão, bem como o esclarecimento de pessoas interessadas em conhecer melhor sobre os detalhes da barragem da discórdia.
Mencionaremos aqui o que de mais consistente já tivemos contato em nossas pesquisas sobre o assunto, e que estão facilmente disponíveis na Internet.
1) Tenotã-mõ – o livro (clique aqui para baixar)
A excelente publicação do Instituto Socio-ambiental (ISA), organizada pelo prof. Oswaldo Sevá (UNICAMP) conta com 13 capítulos, cada qual abordando uma temática específica dos projetos de barramento no rio Xingu. Dentre os nomes que contribuem com suas opiniões e visões sobre o iminente risco ao rio Xingu, destacamos:
a) Dom Erwin Kräutler (prelado do Xingu), que apresenta uma linda “mensagem de abertura”, preciosidade para se compreender o histórico do movimento de resistência e de seus principais atores.
b) Lúcio Flávio Pinto (jornalista de Belém do Pará), um profundo conhecedor das questões amazônicas e autor de um livro dedicado a contar a história da usina de Tucuruí e o projeto de barramento do rio Tocantins.
c) Antônia Melo, liderança do Mov. Xingu Vivo Para Sempre, referência histórica de outra séria de lutas sociais em Altamira e região, notadamente da causa das mulheres e contra o abuso sexual infantil.
d) Prof. Sônia Magalhães (UFPA), antropóloga e estudiosa da causa das populações caboclas ribeirinhas da Amazônia.
e) Felício Pontes Jr. (MPF-PA), procurador da república, responsável pela proposição na Justiça de inúmeras ações contra o projeto de Belo Monte em suas diferentes fases de ilegalidades perpretadas pelo Governo Federal e seus órgãos subordinados.
2) 50 leituras sobre o ecocídio de Belo Monte (parte 1 e parte 2)
Neste inestimável trabalho de pesquisa do blogueiro Idelber Avelar, você encontrará um compilado de 50 leituras indispensáveis para se compreender com profundidade o projeto de barramento no rio Xingu, a história do movimento de resistência, e as principais vozes que se apõem a esse crime social, ambiental e humanitário.
Trata-se de um verdadeiro guia comentado por uma série de leituras preciosas e de diferentes características: desde estudos com caráter mais técnico, passando por detalhado histórico jurídico-processual, até entrevistas e opiniões de nomes importantes da luta de resistência.
3) Eliane Brum entrevista Dom Erwin Kräutler (clique aqui)
Nesta impressionante entrevista recente, a jornalista que escreve para a revista Época realiza uma longa e minuciosa entrevista com o bispo prelado do Xingu sobre sua experiência de quase 50 anos como religioso em Altamira, desde antes da chegada da rodovia Transamazônica, e sua intensa participação na luta ribeirinha e dos povos indígenas pela preservação de seu mundo e modo de vida.
Uma das falas mais reveladoras sobre o atual momento político-partidário nacional, e os novos caminhos que terão de ser construídos para a consolidação de uma luta autônoma nessas que são questões fundamentais para o país e o mundo.
4) IHU entrevista Irmã Ignez Wenzel (clique aqui)
Entrevista com a irmã missionária que, na década de 70, migrou do Rio Grande do Sul para a Amazônia “para abraçar a causa dos colonos que migraram para o Pará em função da construção da Rodovia Transamazônica”. Desde então sua luta tem sido sempre ao lado das populações e comunidades afetadas seja pela absoluta ausência do poder público, seja pela violenta chegada de mega-projetos na floresta tropical.
5) Belo Monte: Anúncio de uma guerra – o filme (assista aqui)
Recente documentário do jovem cineasta André D’Elia, conta um pouco da história do projeto de aproveitamento hidrelétrico na bacia do rio Xingu, e apresenta uma série de entrevistas e depoimentos de cidadãos altamirenses, lideranças indígenas, políticos, empresários, procuradores da república, defensores e outras tantas pessoas envolvidas (de um lado ou de outro) no tema Belo Monte.
Uma visão pessoal sobre uma realidade nacional e mundial.
SÁBADO – 15h – Belo Monte parou, e agora?
Transmissão em: http://www.livestream.com/ocupa
Bate-papo sobre a decisão judicial e as implicações na luta contra a barragem
Com: Verena Glass (Jornalista – Xingu Vivo),
Spensy Pimentel (Jornalista – Antropologia USP),
Helena Palmquist (Assessora de Comunicação do Ministério Público do Pará),
Célio Bermann (Professor da USP),
Marcelo Zelic (Grupo Tortura Nunca Mais SP).
No Grupo Tortura Nunca Mais – Rua Frei Caneca 986 – São Paulo
Nota pública do MXVPS – Belo Monte parou: as mentiras da Norte Energia e as demandas de reversão de danos
Via MXVPS
Na última semana, a 5ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) votou pela nulidade do decreto legislativo nº 788, de 2005, que permitiu o licenciamento de Belo Monte e o início das obras da usina antes mesmo da realização de estudo de impacto ambiental (EIA). O projeto foi paralisado até que os indígenas sejam consultados pelo Congresso Nacional – com poder de veto -, e todo o processo de discussão da viabilidade e autorização da hidrelétrica seja reiniciado em conformidade com a lei.
A decisão do TRF acatou parcialmente um recurso do Ministério Público Federal e anulou um dos maiores atropelos da Constituição Federal e da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) cometidos pelo governo brasileiro nos últimos anos, como esclareceu o desembargador Antonio de Souza Prudente, relator do processo.
Problemática de Conflito entre MLT e organização criminosa resguardada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia – FETAG/BA
Via MLT
A luta declarada dos movimentos sociais contra o agronegócio e as monoculturas já não é novidade, e com o Movimento de Luta pela Terra (MLT) não é diferente. O MLT declaradamente luta contra injustiças sociais de todos os gêneros, e há tempos levanta uma bandeira contrária ao nocivo cultivo de eucalipto na região Extremo Sul da Bahia para a produção de celulose, onde o deserto verde ocupa uma área alarmante de quase 800 mil (oitocentos mil) hectares. Essa luta é antiga, entretanto, intensificou-se no ano de 2008, com a ocupação da Fazenda São Caetano, imóvel de 1.943 (mil novecentos e quarenta e três) hectares, próximo ao distrito da Colônia, no município de Eunápolis. Após minuciosa pesquisa solicitada e acompanhada pelo movimento, concluiu-se que a área foi, no passado, grilada e vendida para a Veracel Celulose S/A[1].
Existe Política Além do Voto – Reunião – 19/08
Mais um ano eleitoral esta aí, e portanto as discussões e propagandas políticas estão no ar. Está cada vez mais claro para as pessoas que as promessas políticas de prefeitos, vereadores e outros representantes não atendem suas necessidades, uma vez que são meras reformas, ou nem mesmo se cumprem. Convictos de que o voto não é uma ferramenta que possibilite a transformação da sociedade, e em busca do fim da divisão alienante entre governantes e governadxs, realizamos aqui um convite aos coletivos, grupos e indivíduos interessados em construir a Campanha Existe Política Além do Voto. Essa campanha é baseada nos princípios de autogestão, anti-capitalismo, apoio mútuo, democracia direta e federalismo.
Está marcado o próximo encontro:
Data: 19/08
Horário: 15H
Local: Grupo Tortura Nunca Mais – rua Frei Caneca, 986
19 DE AGOSTO – DIA NACIONAL DE LUTA DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
19h – Concentração e caminhada no Vale do Anhangabaú e região do Centro
20h – Acampamento da cidadania e atividades culturais na Praça da Sé
CineOcupa – 15/08 às 20H – Rua Frei Caneca, 986
http://www.facebook.com/events/372843059454844
Na Sede do Grupo Tortura Nunca Mais – Rua Frei Caneca 986 – São Paulo.
ASSEMBLEIA DO OCUPA SAMPA – QUINTA – 09/08 – 19h
Local: Vale do Anhangabaú (embaixo do Viaduto do Chá).
Reunião de Metodologia da Próxima Assembléia – Quinta – 19h
No Grupo Tortura Nunca Mais. Rua Frei Caneca, 986. São Paulo.
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